Empresário se faz de Papai Noel
Em 2002, o empresário Elvis Castro Silva, mais conhecido como Elvis do Hospital dos Brinquedos, realiza todos os meses de dezembro, a distribuição de milhares de brinquedos para crianças carentes de Rio Verde. De lá pra cá ele calcula ter fornecido um pouco de alegria para quase 10 mil meninos e meninas do município. O proprietário d... o Hospital dos Brinquedos conta que a boa ação já virou tradição. “A partir de outubro, começam a chegar as cartinhas destinadas ao Papai Noel na minha loja.”, relata. Normalmente, a distribuição era feita em frente ao seu comércio, com a instalação de brinquedos como cama-elástica e escorregador, além da presença de sorveteiro e pipoqueiro. Quando iniciou a Campanha de Doação de Brinquedos em 2002, os brinquedos eram usados e, a partir de 2007, a doação tem sido feita na maioria de brinquedos novos. Desde o ano de 2007, a entrega dos presentes, no dia 24 de dezembro, se tornou itinerante. A idéia é percorrer os bairros mais carentes do município, com a colaboração voluntária de cerca de 30 pessoas. “Vamos concentrar esforços para atender as vilas Serpró, Santa Cruz I e II, Céu Azul e demais bairros sendo possível.” Quando iniciou a campanha, para cobrir o custo de mais de R$ 5 mil Reais na compra de brinquedos, ele tirou dinheiro do próprio bolso e teve apoio de outros empresários. Hoje, a maioria dos brinquedos são de doações. Todos os brinquedos esquecidos pelos clientes em seu comércio por um período superior a 60 dias também entram no rol de presentes para as crianças carentes. Mesmo assim, cerca de 80% dos produtos hoje são novos. Desde que o empresário Elvis iniciou sua Campanha de Doação de Brinquedos, em ano de eleição, alguns políticos tentaram boicotar a campanha com medo de que ele fosse uma ameaça aos seus propósitos eleitorais. De fato, sempre há aqueles que usam o ano de campanha política para comprar votos e não medem esforço para usar de algo tão nobre quanto a doação de brinquedos às crianças carentes. “Eles só doam em ano político. Eu faço isso todos os anos.”, protesta. Silva diz que não sabe traduzir em palavras a alegria de fornecer um brinquedo para um menino ou uma menina. A idéia de fazer a distribuição surgiu justamente em função da sua empresa. “Um dia, um menino veio pedir um brinquedo. Eu disse não e, depois aquilo me deixou muito mal. Daí em diante, prometi a mim mesmo que todo o ano faria a campanha”.
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